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Investidores precisam se preparar para uma alta da inflação, alerta Capital Research em relatório

No material, a casa de análises aborda opções boas e ruins para proteger o portfólio de investimentos

São Paulo, 18 de agosto de 2020 –  A Capital Research, primeira casa de análises 100% gratuita do Brasil, publicou, recentemente, um relatório sobre como proteger investimentos de uma possível volta da inflação, que hoje “parece não preocupar os investidores, mas deveria”, nas palavras de Samuel Torres, analista-chefe da casa.

A previsão do boletim Focus da última segunda-feira (17) é de que, até o final do ano, a inflação deverá ficar em 1,67%, (abaixo da meta de 4% e do limite inferior de tolerância, que é de 2,5%), mas o especialista alerta que isso não significa que o risco de hiperinflação desapareceu do radar e afirma que “não se pode ignorar [esse risco] ao decidir a composição do seu portfólio.” Isso se deve ao fato de que, de acordo com as análises feitas por Torres, até as previsões mais confiáveis, como a mediana das projeções do IPCA, extraída do Relatório Focus no início de cada ano, desde 2010, podem ter “erro de cálculo”. Foram mais de 10 pontos percentuais de diferença no caso mencionado.

Em paralelo, na visão de Samuel Torres, o que estamos vendo no Brasil é um aumento de gastos por parte do governo, teoricamente, pontuais e justificados por causa da pandemia de Covid-19. “Mas, o fato é que ninguém sabe quando esses gastos serão estancados, tanto que já vemos discussões sobre uma possível extensão do estado de calamidade pública para 2021 e sobre um possível furo no teto de gastos. Dessa forma, o temor é que seja necessário ‘imprimir’ mais dinheiro em um futuro próximo para financiar esse aumento de gastos. Enquanto a economia está extremamente debilitada, não há preocupação de inflação. Quem tem dinheiro está economizando, pois o futuro ainda é muito incerto. Mas quando as coisas melhorarem, daí pode ser que a inflação acelere”, explica o especialista.

Por esses motivos, para a Capital Research, é recomendável que os investidores tenham em seu portfólio investimentos que os protejam de uma eventual aceleração da inflação, a exemplo de títulos de renda fixa a ela indexados, além de títulos de renda fixa pós-fixados, que não têm amarração direta com o IPCA, mas tendem a ser superiores a ele; e fundos de investimento imobiliário, pois os contratos de aluguel de imóveis são corrigidos pela inflação. No entanto, Torres alerta que quem deseja investir em ativos do último exemplo precisa avaliar fundo a fundo: “se, por exemplo, o investidor escolhe um FII que só tem um ativo com um inquilino e este resolver rescindir o contrato, seu dinheiro não estará protegido”.

O relatório alerta, ainda, para três tipos de investimentos que são bons em um portfólio diversificado, mas que, em caso de alta da inflação, não protegem o investidor: ações, commodities e títulos de renda fixa prefixados, sobre os quais Torres é enfático: “cuidado! Esses títulos não oferecem nenhuma proteção contra a inflação. Na verdade, eles são diretamente prejudicados por sua aceleração, uma vez que pagam uma taxa de juros fixa. Por isso, acho bastante arriscado investir, neste momento, em títulos prefixados com vencimentos mais longos do que dois ou três anos. Se a inflação no período acelerar e superar a rentabilidade do título, mesmo que ele tenha sido mantido até o vencimento, o poder de compra será menor que no momento da aplicação”, encerra o especialista.

Para conferir a análise completa, acesse aqui.

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